Ordenamento do Território e Ambiente
Portugal tem 10 milhões de habitantes assim distribuídos: 4 milhões na área metropolitana de Lisboa, 3 milhões na área metropolitana do Porto e os outros 3 milhões no restante território.
Com esta densidade populacional nas áreas metropolitanas chega a ter-se 10.000 habitantes por km2, o que dadas as fracas infraestruturas: faltam parques de estacionamento e até saneamento básico e higiene pública, uma situação comparável aos altos níveis de densidade populacional dos países asiáticos.
À poluição nas cidades, a falta de reciclagem dos resíduos, as lixeiras a céu aberto, com cheiro nauseabundo, na periferia das grandes cidades, junta a poluição dos rios, com descargas poluentes, com etars construídas pelo Estado em locais despropositados, para favorecimento de freguesias com a mesma cor política.
O exagero da construção de barragens, (para suprimir a falta de energia, que continua a ser cara e de fraca voltagem, mesmo só para abastecimento de hotéis e restaurantes), fez com que, a velocidade das águas dos rios, destruíssem, a fauna e vegetação dos mesmos, parecendo agora os rios condutas de águas residuais.
A falta de etars na foz dos rios faz com que as praias tenham análises de água péssimas, mais a falta de limpeza das areias das praias que faz com que as pessoas tenham aspecto de doenças de pele no final do Verão, tudo isto devido ao desconhecimento técnico e científico por parte do pessoal das Câmaras municipais, que praticamente se constituem em irresponsabilidade colectiva e com valorização moral política.
Sou a favor de pré-requisitos acadêmicos para a constituição de um governo das Câmaras municipais: um arquitecto, um antropólogo, um psicólogo, um técnico de saúde pública, devem ser os vereadores da Câmara e não como agora o compadrio dos caciques que se auto-promovem, se auto-elogiam e se auto-condecoram para espanto do que se verifica de irresponsabilidade quotidiana.
Educação
A educação secundária portuguesa vive de passar o tempo. Os alunos vão do 1º ao 12º ano e os professores do 1º ao 10º escalão.
O professor tem um papel de assistente social, quase ao nível do professor primário. O científico (em Itália os liceus chamam-se liceus científicos), inerente ao professor desapareceu com o desaparecimento dos laboratórios e da bata branca das escolas.
O objectivo seria um computador por cada aluno, mas a função social a que o professor se auto-obrigou (quase como uma educação tribal), faz do professor um reaccionário, com aversão a tudo o que seja calculadora, programa informático, computador e internet.
Com a cobertura de uns sindicatos que conseguem tudo em aumentos salariais, o bilião de contos do orçamento de Estado transformou-se numa boda aos licenciados desempregados.
Em Espanha o professor de carreira chama-se catedrático do secundário e quando chega a esse posto tem trabalho científico escrito para apresentar. Em Itália até os alunos do liceu têm trabalho científico escrito para apresentar.
Não acredito em professores sem tese. É um embuste para ocupar os licenciados e assim não reclamarem mais produtividade para o País.
Sou a favor da reforma antecipada de 50.000 professores dos 150.000 existentes, professores que praticamente já não dão aulas e empatam as escolas. Para suportar as reformas antecipadas vendam-se os valiosos terrenos de escolas seculares nos centros das principais cidades, que já não têm alunos, por as populações se terem instalado nas periferias.
Equipar as escolas de equipamento informático é uma grande oportunidade de criar indústria de fabrico de computadores e software no País. Nem que seja com patente estrangeira. Nos Estados Unidos é assim que se aumenta a produtividade com a indústria que fornece de equipamentos o Estado e o exército.