Pescas
Portugal tem um grande futuro na indústria do peixe. Com a limitação das 12 milhas de zona exclusiva marítima, com a concorrência para além das 12 milhas da poderosa frota pesqueira espanhola, podemos finalmente usar a inteligência para com os poucos recursos que temos e com que ficaremos conseguirmos, mesmo assim tornarmo-nos no maior produtor de pescado da comunidade europeia.
Para isso teremos os recursos da rede de frio que é preciso construir, para a agricultura de estufa (Portugal a horta da Europa), e a rapidez do transporte nocturno do comboio tgv.
A ideia é simples: produzir pescado em viveiro. Ao longo das nossas 12 milhas marítimas podemos produzir pescado em viveiro para comercializar nos principais hipermercados das principais cidades, geladas no inverno, da comunidade europeia. O pescado é colocado nas principais praças europeias entre as 10 da noite e as 7 da manhã em transporte tgv.
Para produzir pescado fresco de viveiro não são precisos pescadores, nem frotas pesqueira, apenas veterinários e pouco mais. Portanto uma forma de pesca inovadora e científica.
Ensino
Comparar ensino privado com ensino público é o mesmo que comparar desporto profissional com desporto amador.
Um aluno, no ensino privado, paga um mínimo de 300 euros por mês só para assistir às aulas. No ensino público a despesa até pode ser a mesma, mas por causa da necessidade de aulas particulares.
Uma certeza é que só despendendo uma boa mensalidade, a maioria dos alunos, com aproveitamento, neste País, consegue ultrapassar o ensino secundário.
E no entanto os políticos, que têm os filhos a estudar no ensino privado ou mesmo no estrangeiro, apregoam a necessidade da obrigatoriedade do ensino secundário até ao 12º ano, como aliás acontece em outros países comunitários.
E mais apregoam que os alunos estão a diminuir no ensino público, por quebra da natalidade no País, ignorando completamente o factor de expansão do ensino privado pago neste País.
E quem paga não quer mesmo o ensino obrigatório grátis para os que não podem pagar, portanto, à medida que os colégios pagos ultrapassam em melhores notas e em número de alunos as mais prestigiadas escolas públicas do País, os políticos comprometem o País num ensino aparentemente grátis, mas em quem todos os que têm aproveitamento pagam.
Agricultura
Portugal, com a barragem de Alqueva, tem um grande futuro na horto-fruticultura, com a produção em estufa de produtos frescos de horta e de fruta fresca (morangos, pêssegos,etc) em cultivo de inverno.
Mas para a produção industrial agrícola, a partir da cultura em estufa, Portugal precisa do comboio tgv e da produção do frio industrial, para colocar produtos frescos em todos os hipermercados de cidades europeias (Madrid, Paris, Londres, Bruxelas, Bona, Praga, etc), da noite para a manhã.
Este é o grande desafio da agricultura portuguesa na próxima década: ter uma produção de inverno de produtos agrícolas frescos, com capacidade de abastecimento das capitais europeias geladas de Novembro a Abril. Para isso necessita de um tgv que, pelo Alentejo, coloque produtos agrícolas frescos entre as 10 horas da noite e as 7 horas da manhã, em todos os hipermercados das capitais europeias.