Segurança social
A segurança social actual tem um princípio de que discordo: o trabalhador tem direito a uma reforma. O princípio deve ser alterado para todo o cidadão tem direito a um subsídio de subsistência; completados 60 anos de idade, e a lar gratuito se dele necessitar.
O subsídio de subsistência deve ser igual para todos e de valor igual ao ordenado mínimo. Este subsídio viria de um imposto nacional a criar, pondo-se fim aos descontos para a reforma e à caixa geral de aposentações. Lembremo-nos que uma pessoa com 60 anos já tem o empréstimo da casa e do carro pagos e que quando muito precisará de assistência domiciliária gratuita ou de lar residencial, com direito a assistência médica e medicamentosa também gratuitos.
A política de lares gratuitos é a verdadeira política social de um Estado solidário. Não é solidariedade distribuir ricas reformas a quem já não deve ter encargos familiares.
Basta ter em conta que grande parte dos trabalhadores mais activos das sociedades modernas nunca chega a gozar das ricas reformas perspectivadas pelos contratos de trabalho, uma vez que essas pessoas são propensas a falecer cedo com doenças cancerosas. Pessoas que fumam, que se alimentam nos fast food, que circulam em transportes públicos, que não praticam uma vida saudável. Está o instituto de oncologia cheio de pessoas entre os 45 e os 55 anos, com doenças cancerosas, que nunca irão usufruir as pensões de reforma para que descontaram.