Turismo
Portugal tem um grande futuro na próxima década no campo da assistência social. Tendo sempre presente a situação geográfica do País, com um inverno pouco rigoroso, relativamente às principais capitais europeias, Portugal insiste numa política errada de turismo.
Desde os anos 70 que em Portugal se insiste numa política de turismo de construção à beira-mar para alugar ao turismo de avião charter. São os imensos prédios altos nas selvas de cimento de Quarteira, Albufeira ou Portimão, que funcionam única e exclusivamente como aparthotéis ou pensões de 3 estrelas para um turismo europeu rasca, de semanada, de Maio a Outubro.
Desta maneira o País perde em tudo, mas principalmente em ordenamento do território.
A principal fonte de riqueza no turismo do nosso País deve destinar-se ao turismo residencial para gente idosa aposentada da Europa. Estas pessoas, que têm pensões de reforma, que abrangem grande parte dos gastos de segurança social dos países donde são originários, são a nossa vocação de política de turismo, para a próxima década.
Para isso o País precisa de ter turismo rural, lares de terceira idade para estrangeiros, médicos especializados, enfermeiros, assistentes sociais, bibliotecas, telecomunicações por cabo, e pensar que a maioria da população europeia viverá de grandes pensões de aposentação na próxima década.
Aproveitando o nosso clima de sul da Europa e a nossa especialização em assistência social para a terceira idade, Portugal tornar-se-á na próxima década num autêntico Lar de terceira idade da Europa. O que já se perspectiva na Madeira e nos Açores, com políticas de turismo mais racionais. Nem compreendo mesmo como os ministros do turismo deste País não são recrutados nos governos regionais?!
E terminará a ganância ao estilo mouro de um Algarve transformado em pensão de 3 estrelas. E também, a assustadora desertificação de metade do País.